Investigador considera que percurso da imprensa não evidencia um salto de qualidade.

03 de maio de 2022

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O docente e investigador, Silvino Évora, considera que o percurso trilhado pela imprensa cabo-verdiana não evidencia um salto em matéria de qualidade. Ainda assim, o professor reconhece que há fatores internos que influenciam o sistema mediático no País e o posicionamento da imprensa em relação a questões fraturantes.

Silvino Évora entende que não obstante uma migração para as plataformas virtuais de difusão de conteúdos, com a redução dos custos de produção, ainda não se tem a qualidade almejada pelos cidadãos.

Este também é o entendimento do o professor universitário João Almeida, afirma que o jornalismo em Cabo Verde ainda não exerce a função de vigilante em relação aos outros poderes.

Para o ex-reitor da Universidade de Jean Paiget, Wlodimirs Zmaniak é chegado o momento da imprensa cabo-verdiana deixar o registo institucional e passar a ser a mais acutilante. Zmaniak gostaria que os jornalistas apostassem mais na investigação, em reportagem de profundidade e em entrevistas incisivas.

O professor de jornalismo considera que mesmo tratando se de agenda pública, os jornalistas devem questionar, pedir explicações a quem as deve aos cidadãos.

Questões que serão debatidas hoje durante a Conferência  “Mais Liberdade & Melhor Democracia… o evento que assinala o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa é uma iniciativa da Autoridade Reguladora para a Comunicação Social, em parceria com a Comissão Nacional de Cabo Verde para a UNESCO, e a Associação Sindical dos Jornalistas. Abertura será feita pelo Presidência da República, José Maria Neves.

 

RTC Online, com RCV

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