Coordenador das seleções jovens do Brasil deseja mais jogos entre brasileiros e cabo-verdianos

07 de julho de 2021

Claudio Leal "Branco", antigo jogador seleção Brasil
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O jogo de sábado entre os Tubarões Azuis e a seleção olímpica do Brasil  serviu de pretexto para a RCV manter uma conversa com o diretor técnico da seleção olímpica brasileira. Chama-se Cláudio Ibraim Vaz Leal. Talvez esse nome não lhe diga absolutamente nada. Mas, decerto que o nome Branco já torna as coisas diferentes.

Antigo jogador da seleção brasileira, Branco esteve, inclusive, na Copa do Mundo de 1994, que a Cararinha ganhou na final frente a Itália.

Em conversa com o jornalista Moisés Évora, antes do jogo de sábado, Branco destacou a partida como sendo uma oportunidade para as duas seleções se aproximarem mais

“Acho que é um momento para a gente aproximar mais os dois países na questão desportiva, focando, principalmente, no futebol. Há algum tempo atrás o embaixador de Cabo Verde esteve nas instalações da CBF e almoçou com o presidente. Acho que é o início de um caminho, de mais aproximação, de intercâmbio em termos futuros.”

Branco não descarta a possibilidade de vir a acontecer outros jogos entre seleções brasileiras e cabo-verdianas

“Poderemos, logicamente, fazer esse panejamento de a gente jogar com algumas seleções como sub 15, sub 17, sub 20, sub 23 e a principal. E, consecutivamente, as seleções de Cabo Verde irem ao Brasil. Precisamos, com certeza, concretizar isso, seria muito importante esses dois países se unirem para o crescimento do futebol”

Olhando para a carreira, Branco jogou ao mais alto nível, representou equipas de topo no Brasil, como por exemplo o Flamengo. Também jogou na Europa, por exemplo, no futebol Clube do Porto.

Ele era um especialista em marcar livres. Na Copa do Mundo de 1994 esteve em destaque, tendo inclusive marcado nos quartos-de-final frente aos Países Baixos. (3-2)

Branco era um exímio marcador de livres.

“Eu tive, graças a Deus, muito tempo ao mais alto nível. Joguei três copas do Mundo, joguei na Europa, inclusive no Porto, onde ganhei a Taça e fui campeão de Portugal. A questão dos livres é um dom que a gente trás do nascimento e que vamos aperfeiçoando com muito trabalho e disciplina”, concluiu.

Benvindo Neves / Moisés Évora, RCV



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