Trabalhadores do IEFP iniciaram hoje greve nacional de dois dias

18 de março de 2021

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Teve início, hoje, a greve nacional de dois dias dos trabalhadores do IEFP, Instituto do Emprego e Formação Profissional, segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública, SINTAP, que os representa, com adesão de 80% em Santiago e 90 nacional.

Reclamam da lentidão na publicação da lista definitiva de transição, no quadro da implementação do novo do Plano de Cargos, Carreiras e Salários, publicado no Boletim Oficial no final do ano passado, e de informações desencontradas pelo que, dizem, já não acreditam nas promessas sobre o processo.

Entretanto, o IEFP, reitera que o PCCS foi proposto pela atual administração e, desdramatiza, assegurando que, os trâmites decorrem normalmente, fazendo prever a publicação do instrumento daqui a cerca de duas semanas.

Na Praia, cerca de 25 trabalhadores representando as representações da capital e de Assomada, concentraram-se em frente à sede com slogans como “respeito e dignidade” e “chega de falsas promessas”.

Estão cansados, diz o secretário permanente do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública, Luís Fortes, de informações desencontradas na implementação do novo PCCS, e, sobretudo da lentidão na publicação da lista definitiva de transição para o novo quadro, que foi alvo de mais de 80% de reclamações.

Entretanto, em declarações à comunicação social presente, o Presidente do IEFP, Paulo Santos, reagiu ao acto reafirmando a autoria do projecto e a estranheza perante a greve, dado, que, argumenta, os trâmites estão a decorrer normalmente. Por isso, não se entende, defende Paulo Santos, que os sindicatos exijam a publicação da lista definitiva já, mesmo com toda a informação avançada sobre o andamento dos trâmites legais normais.
O sindicato STAPS, que juntamente com o SICOTUR representa os grevistas do IEFP, assegura, que a adesão à greve é de 90% a nível nacional e 80% na ilha de Santiago e ameaça voltar a esta forma de luta caso a publicação da lista para o PCCS demorar muito mais tempo.

Cândido Amorim Fortes / RCV