Parceiros do projecto Eco-Vila querem transformar comunidades costeiras de Santiago em comunidades resilientes

03 de março de 2021

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Com o montante de 34 mil contos, financiado pelo Darwin Institute do Reino Unido e liderado pela UNICV têm, até próximo ano, para conseguir promover a resiliência do sistema socio-ecológico, ao levar as próprias comunidades de a garantir a sua sustentabilidade. Uma das atividades já em curso é a gestão do lixo ao reciclar o plástico e o vidro.


Eco-Vila é um projecto liderado pela universidade de Cabo Verde que traz como propósito estabelecer redes de ecoturismo entre as 4 comunidades costeiras todas na ilha de Santiago sendo elas, Porto Rincão, Porto Mosquito, Porto Gouveia e São Francisco. Eco-Vila iniciou-se em 2019 e deve terminar no próximo ano, conta com um leque de parceiros para durante esse período executar várias atividades num montante de 34 mil contos.

E uma das metas é a gestão do lixo. Para o efeito, coube a UNICV fazer o levantamento do tipo de lixo que se produz nessas 4 comunidades. E a conclusão é que por exemplo na comunidade de Rincão há uma predominância de Vidro, enquanto que em São Francisco nota-se mais a presença de plástico. Explica o líder do projeto, Adilson Semedo.

Não obstante constrangimentos enfrentados que tem que ver com a morosidade na transferência dos fundos, facto que afecta o relacionamento entre parceiros, o balanço a meio percurso é positivo. Assegura o líder do projecto.

Juntos estão a trabalhar para que até 2022 tenham conseguido promover a resiliência, diversificar as actividades marinhas e levar as comunidades a entender o valor que a biodiversidade traz ao ecoturismo em prol da sustentabilidade dessas localidades vulneráveis. Esta é a grande expetativa do projecto. Diz Adilson Semedo.

Uma outra grande meta é a criar a primeira área marinha protegida da ilha de Santiago, a Baía do Inferno cuja proposta já está depositada na Direcção Nacional do Ambiente.


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