"Os cidadãos precisam sentir que temos uma democracia real e não eleitoral" - Roselma Évora

03 de fevereiro de 2021

A+ A-

Falta a Cabo Verde um estado de maturação política e consolidação forte das instituições para poder transitar de uma democracia imperfeita para patamares mais altos. Esta é a leitura que a politóloga Roselma Évora faz do Índice de Democracia no mundo em 2021, em que Cabo Verde aparece na posição 32, perdendo dois lugares em relação ao último relatório.

A nossa democracia é jovem, com apenas 30 anos. Nasceu no século XX, com parâmetros consolidados. Mas, padece de um grave problema, como diz Roselma Évora "a cada ciclo eleitoral há uma paragem quase total e uma reconfiguração da máquina pública, definidas por critérios não objetivos".

Para a politóloga, os cidadãos precisam sentir que temos uma democracia real e não eleitoral. Nisso tudo o papel do cidadão é determinante, precisa exigir direitos, mas também cumprir deveres e responsabilidades e cobrar maior transparência dos gestores públicos.

Só assim, Roselma Évora, teremos igualdade de oportunidades para todos, critérios objetivos de tratamento dos assuntos públicos, celeridade da justiça, transparência, participação cívica efetiva.

E o Índice de Democracia aponta, uma vez mais, as melhorias que devemos promover, defende Évora.

O Índice de Democracia é compilado pela revista The Economist para examinar o estado da democracia em 167 países e considera o processo eleitoral e pluralismo, as liberdades civis, o funcionamento do governo, participação política e cultura política. Cabo Verde está, neste ano, na posição 32. Perdeu dois lugares em relação a 2019.

Reportagem RCV com jornalista Emerson Pimentel


Programação

Ainda esta Semana

Últimos Vídeos

Últimos Áudios

Artigos Relacionados