Demolição das barracas da Zona Sul do bairro de Boa Esperança terá início em julho

23 de junho de 2022

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A demolição das barracas da zona Sul do bairro de Boa Esperança terá início em julho e as famílias serão realojados nos blocos habitacionais em Chã de Salinas, no âmbito do programa de Realojamento e Erradicação de Barracas.

A informação foi avançada à Infopress pela Directoria-Geral de Habitação, Eneida Morais, propósito do programa de realojamento das famílias que vivem em barracas no bairro de Boa Esperança, processo iniciado em 2017 com lista de cadastro de 517 famílias.

Entretanto a mesma ressaltou que a data poderá ser acertada no mais tardar na segunda semana de julho, altura em que se dará início ao processo de demolição das barracas, erradicando esta tipologia de casas na ilha da Boa Vista.

Conforme Eneida Morais, segundo constava no cadastro feito pelo Governo através do Ministério das Infraestruturas, na zona sul do bairro de Boa Esperança havia 517 famílias, tendo sido realojadas cerca de 357 em apartamentos de Casa para Todos, e ficaram por realojar cerca de 167 que foram enquadradas no programa para serem realojadas nas recém-inauguradas habitações em Chã de Salinas.

Entretanto, segundo indicou, no mês de fevereiro deste ano, feito novo levantamento, registou-se um acréscimo de mais 128 famílias que habitam no mesmo bairro, além das que estavam já contempladas para serem beneficiárias do programa de realojamento.

No mês de junho, Eneida Morais acrescentou que, após as listas e o processo estar fechado, houve uma nova inscrição de mais 35 famílias.

Posto isto, a mesma analisou que, a cada instante, a situação fica complexa, alegando que há famílias que aproveitam da situação, procurando a zona sul para alojarem-se em barracas com intenção de virem a integrar o processo do programa de realojamento.

No entender da diretora-geral de Habitação Social, apesar de se estar a trabalhar em estreita colaboração, a autarquia local “falhou” neste quesito, considerando que há situações de barracas arrendadas em que os proprietários, por um ou outro motivo, não autorizam a demolição, ao mesmo tempo que, lamentou, todos os dias entram pessoas no bairro com outras moradias clandestinas.

 

RTC Online, com RCV/Inforpress

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